Navios fantasmas são definidos pelo dicionário como: “navios assombrados, ou simplesmente encontrados à deriva, com sua tripulação inteira ausente ou morta”.
São exatamente como fantasmas; morrem, uma mera carcaça de corpo putrefato debaixo da terra servindo de alimento de larvas, mas lá está a alma atormentada para todos verem e relatarem ao redor do mundo!
Octavius
Embora o navio é considerado apenas uma lenda, a história de Octavius continua a ser uma das mais famosas entre os navios fantasmas. Em 1775 o baleeiro Herald supostamente encontrou o Octavius a Oeste da Groenlândia, e ao vasculharem o navio, encontraram os corpos dos tripulantes mortos, perfeitamente congelados em carapaças de gelo. Diz-se que o mais chocante era o a cabine do capitão, onde este encontrava-se congelado com sentado sob sua mesa com uma caneta ainda em mãos, e onde jazia mais três corpos; uma mulher, um menino coberto com um cobertor, e um marinheiro com uma barril de pólvora.
Acredita-se que Octavius ficou preso numa geleira após o capitão ter a inusitada ideia de pegar um atalho pela pouca utilizada Passagem do Noroeste, com o infeliz resultado de matar toda a sua tripulação em meio ao mar no norte do Alasca. Boatos que Octavius ficou à deriva durante 13 anos, e desapareceu novamente.
Jyoti
Esse navio foi encontrado completamente vazio no Pacífico Sul em 1955. Quando estava indo para as Ilhas de Tokelau algo aconteceu; após várias horas de atraso em relação ao suposto momento em que deveria ter chegado, um sinal misterioso e inicialmente indecifrável deixou o Jyoti, e apenas após cinco semanas encontraram o navio, já completamente abandonado. Nele não não havia passageiros, funcionários, ou mesmo botes salva-vidas, e um de seus lados foi severamente danificado. Após um exame mais detalhado revelou-se que as ondas de rádio que haviam partido do Jyoti tratavam-se de um sinal de socorro criptografado, e pelo convés encontraram sacos com remédios espalhados e várias ataduras ensanguentadas. Nenhum tripulante jamais foi encontrado, e seu mistério nunca foi revelado. Se tornando assim, mais uma lenda diante tantas que assombram os navegantes.
Lady Lovibond
Em 1738 o capitão de Lady Lovibon, Simon Peel, loucamente apaixonado por uma mulher chamada Annette, resolveu fazer a festa de casamento em seu navio. Infelizmente para o casal, ver a Annette e Peel juntos aumentou a dor de John Rivers, ex-pretendente da moça e ainda insanamente apaixonado por ela. Enlouquecido, Rivers esmagou o crânio de Peel e conduziu o navio à Goodwin Sands, um campo de areia movediça, onde o navio afundou e todos morreram.
Lady Lovibond já foi visto inúmeras vezes após submergir na água, tendo registros de possíveis aparições até 1998, próximo a Kent. Muitos dos que avistaram o navio, não gostam de comentar ou relatar algo sobre o mesmo; o porque disto, não se sabe.
Mary Celeste
Em 7 de novembro de 1872, sob o comando do capitão Benjamin Briggs, o barco mercante Mary Celeste foi carregado com barris de álcool e flutuava pelo Oceano Atlântico rumo à Itália.
O brigue de nacionalidade britânica Dei Gratia (1871-1907) estava a 400 milhas a leste dos Açores quando avistou um navio à deriva, em 5 de dezembro do mesmo ano. Seu capitão, David Reed Morehouse, percebeu que se tratava do Mary Celeste, e que esta já deveria estar na Itália àquela altura. Morehouse abordou o Mary Celeste para oferecer ajuda, e se surpreendeu a se deparar com nenhuma alma viva à bordo; nada além da mercadoria e pertences dos tripulantes; a carga de 1.701 barris estava intacta, eliminando a hipótese de piratas.
Os tripulantes jamais foram encontrados. E a história de Mary Celeste assombra todos aqueles que recordam do Capitão Briggs, e comentam sobre a lenda do mesmo.
Flying Dutchman
No folclore marítimo, nenhum navio fantasma supera a fama do Flying Dutchman - o conhecidíssimo Holandês Voador.
Esse navio possui autêntico registro em documentos antigos, tendo partido de Amsterdã em 1680. Diz a lenda que ele foi alcançado por uma tormenta no Cabo da Boa Esperança e o capitão insistiu em dobrar o cabo e ir contra o sentido do vento, com o intuito de retornar. Assim, o navio foi condenado a vagar pelos mares até o fim dos tempos, visto que segundo as lendas do mar, um veleiro que navega contra o vento está fadado ao mau augoro.
Há uma variação da lenda afirmando que o capitão do Flying Dutchman, ao se confrontar com a tempestade, foi visitado por Nossa Senhora, e culpando-a pelo infortúnio amaldiçoou-a, atraindo para si mesmo a maldição de continuar vagando pelos sete mares eternamente. Lenda na qual foi encorporada por vastas histórias e contos, como o famoso filme Piratas do Caribe, e os desenhos animados de Bob Esponja e Pica-Pau.
Referência: misteriosfantasticos.blogspot.com.br






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