sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Lula Vampira do Inferno

(Vampyroteuthis infernalis)
Lula Vampira do Inferno
A lula-vampira-do-inferno é uma relíquia e a única de seu tipo conhecida. Foi descrita pela primeira vez e erradamente referido como uma espécie de polvo em 1903 pelo zoólogo alemão Karl Hoon, que estudou os cefalópodes. A lula-vampiro-do-inferno não deve exceder 30 cm de comprimento e, normalmente, tem cerca de 15 centímetros. De corpo gelatinoso, dependendo das condições de iluminação torna-se aveludado preto, vermelho, roxo ou da cor marrom. Possui uma membrana ligando os oito tentáculos, cada um dos quais é coberta por fileiras de espinhos moles ou gavinhas. As ventosas estão disponíveis apenas nas extremidades dos tentáculos. O abaulamento dos olhos mede cerca 2,5 cm, sendo transparente, e também muda de cor (vermelho ou azul) dependendo da luz. Este diâmetro de 2,5 cm está os maiores tamanhos alcançados, em proporção ao corpo, entre todos os animais.
A lula-vampira-do-inferno (Vampyroteuthis infernalis) é uma espécie de lula que vive nas águas profundas do Atlântico e do Pacífico. Este é o único cefalópode conhecido pela ciência que é capaz de viver em profundidades de 400-1000mts em uma zona com um mínimo de dissolução de oxigênio. Tem um único filamento retrátil sensível, isolado e bipartido, que tem semelhanças com ambos lula e polvo.
Um raro exemplo de cefalópodes em alto-mar, de acordo com dados atuais, que vive fora da zona de penetração de luz nas profundidades de 600-900 metros ou mais. Nesta região do mundo os oceanos possuem um habitat especial, conhecida como a zona de oxigênio mínimo. Aqui, a concentração de oxigênio é muito baixa para suportar o metabolismo aeróbio da maioria dos maiores organismos. No entanto, a lula-vampiro-do-inferno pode viver e respirar normalmente nesta zona com uma concentração de oxigênio de 3%. Nenhum dos outros cefalópodes conhecido.
Fonte: http://www.cienciahoje.pt

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